| Inimigos do império: o banquete do amor e do ódio |
|
|
|
|
O filme foi Livremente inspirado na obra máxima de Willian Shakespeare, escrito entre 1600 a 1602 e publicado pela primeira vez em 1603: “A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca”. O roteiro nos apresenta as intrigas palacianas e a vingança do Príncipe herdeiro contra o tio assassino e usurpador do trono que era de seu pai. É a partir desse enredo que as outras ações se organizam numa crescente complexidade. As alterações ficam por conta do principal papel feminino, representado aqui pela madrasta e não pela mãe, que teve um caso com o enteado em tempos passados e, como na obra original, também está de casamento marcado com o cunhado. Ardilosa, trama um fim para o futuro marido, para que possa ser feliz ao lado do Príncipe Wu Luan. Muito se falou que o papel da Imperatriz Wan deveria ter sido entregue a uma atriz mais madura e que Zhang Ziyi parece uma menina mimada do que a esposa de um Imperador. Quando ela foi escolhida, o roteiro teve que ser alterado para uma Imperatriz mais jovem, pois seria Gong Li a interpretá-la. Zhang Ziyi não é exatamente uma desconhecida de público e crítica, já vem de sucessos reconhecidos como: “O Tigre e o Dragão” (2000), “A Hora do Rush 2” (2001), “Herói” (2002), “O Clã das Adagas Voadoras” (2004) e “Memórias de uma Gueixa” (2005). É com uma atuação superlativa, um olhar denso e furioso, que ela comanda a ações e provoca ao final da história sua própria ruína. Infelizmente, apesar de baseado, mesmo que livremente, em uma obra teatral ímpar, o roteiro é frágil e confuso, o que deixa a história frouxa. O que poderia, por exemplo, ser uma bem amarrada trama de ambição e poder, ou fazer uma crítica aos meandros da política e seus viés, resulta em uma história de amor e vingança mal resolvidos. Com um guarda roupa requintado, coreografia excepcional e impactante, trilha sonora da melhor qualidade e uma fotografia límpida, que com seus enquadramentos nos dá a sensação de grandiosidade do cenário luxuoso, Feng Xiangang filma com extremo bom gosto, esta produção de 2006, com 131 minutos de duração, como se fosse uma lenda oriental. É curioso conhecer o olhar da cultura oriental lançado sobre a obra do dramaturgo inglês. É pura diversão e nada mais do que isto.
José Mauro Ribeiro Mesquita é colaborador do site REC
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. |
| Última atualização em Qua, 30 de Julho de 2008 13:37 |








Durante a Dinastia Tang na China do século X, no instável período das Cinco Dinastias e Dez Reinos, um Imperador é assassinado pelo próprio irmão, Li (You Ge), que usurpa o trono, bem como a sua jovem e viúva cunhada, a Imperatriz Wan (Zhan Ziyi), e manda matar o seu sobrinho e enteado da Imperatriz, o Príncipe Wu Luan (Daniel Wu), legítimo herdeiro do trono e um melancólico ator que vive longe de casa. Decidido a obter justiça, o Príncipe Wu Lan regressa a corte, onde o espera a sua prometida Quing Nu (Xun Zhou), filha do Ministro Yin (Jingwu Ma) e irmã do impulsivo General (Wiaoming Huang).